segunda-feira, novembro 5

Reiki e Tradição




A Tradição foi a fonte que deu origem a todas as ordens esotéricas ou iniciáticas do Ocidente. É comum a referência à Tradição com outras denominações, como por exemplo: “Ciência Primordial”, “ciência Arcaica”, “Tradição Primordial”, “Ciência Sagrada”, “Doutrina Secreta”, ou ainda outras expressões. A “Tradição” é a ciência que se originou na Atlântida e que melhor foi preservada no Egito, embora fragmentos desse conhecimento tenham se espalhado por todo o mundo. A preservação da Tradição ao longo do rio Nilo foi possível em virtude da civilização egípcia ter sido criada pelos Atlantes e por eles ter sido conduzida, durante milhares de anos, no período que os egípcios denominaram “tempo dos deuses”. A Tradição, no Egito, da mesma forma que se fazia na Atlântida, ficou preservada nos Templos, que eram grandes complexos culturais e místicos. Alguns destes Templos – os mais importantes – gravitavam em torno de um “mistério”, sendo por isso denominado como “Escola de Mistério” ou “Escola de Sabedoria”.
A partir da XVIII Dinastia egípcia, por volta de 1.400 a.C., e por iniciativa do próprio faraó, as escolas de sabedoria do Egito foram unificadas, passando a constituir uma só entidade que conhecemos como “Fraternidade Egípcia”. A unificação destas escolas foi um importante fator para a preservação da Tradição, bem como para a sua expansão entre as nações vizinhas do Egito. Ramos da Fraternidade Egípcia foram criados na Grécia, na Síria, na Palestina, na Fenícia, na Babilônia, na Itália, na Pérsia e em algumas outras nações do Mediterrâneo e do Oriente Próximo. Os essênios foram um destes ramos estabelecido na Palestina; a palavra “essênio” é de origem egípcia e significa secreto. O complexo do Monte Carmelo, ao norte da Palestina – muitas vezes denominado como mosteiro – era um grande centro cultural e místico utilizado principalmente pelos essênios, e foi onde Jesus teve sua formação básica, até os 13 anos. Significativo é que o complexo do Monte Carmelo não foi construído pelos judeus, porém pelo faraó do Egito. Os Terapeutas foi outro ramo na Grande Fraternidade estabelecido, principalmente, em Alexandria e na Grécia. A Fraternidade teve com Pitágoras, a partir de sua escola estabelecida em Crótona, no sul da Itália, uma grande penetração no sul da Europa. Embora a escola de Pitágoras tenha sido destruída e o mestre morrido nesta ocasião, seus discípulos continuaram o trabalho que ele conduzia.
Akenaton, foi um dos grandes mestres da Ciência Sagrada e, com sua ousada investida contra o clero de Amon-Rá, tentou fazer com que todo o Egito retornasse aos princípios sagrados originais do qual haviam se desviado. Assim, podemos dizer que a Fraternidade Egípcia foi a guardiã e difusora da Ciência Sagrada, incluindo aí, os conhecimentos dos Terapeutas.
Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta

segunda-feira, outubro 29

Mitologia - Vênus



Da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano (o Céu) nasceu uma jovem levada pelas ondas ou sobre as asas do vento oeste Zéfiro, Vênus chegou às margens da ilha de Chipre e foi recebida pelas Horas, que a conduziram à presença dos Imortais em companhia do Amor (Eros) e do Desejo (Hímero). Deusa encantadora, não tardou em percorrer a costa, e as flores nasciam sob os seus pés delicados. Sua beleza, graça e a sedução que emanavam de toda sua pessoa subjugaram todos os deuses, mas despertaram o ciúme das outras deusas, que não perdiam oportunidade de prejudica-la. Assim, quando, nas núpcias de Tétis e Peleu, deixaram de convidar Eris, a deusa da discórdia, esta, para vingar-se, lançou sobre a assembléia uma maçã de ouro com a seguinte inscrição: “à mais bela”. A maçã foi reclamada por Hera, Atena e Vênus. Para resolver a questão, Júpiter apelou ao julgamento de Paris, filho de Príamo, rei de Tróia. Constrangido diante das promessas, cada qual mais atraente, das três deusas, o jovem rapaz deu a maçã a Vênus, que lhe havia prometido o amor da mais bela das mortais: assim nasceu a paixão fatal, de terríveis conseqüências, entre o herói troiano e Helena.
Vênus, a deusa do amor, dança sobre as águas da mente coletiva ou da alma do mundo. Ela emerge daquele oceano ainda envolvida em uma luz dourada como mediadora ou guia para as camadas mais profundas do inconsciente.
Vênus rege Touro e Libra e é sensualidade pura, representando o aspecto da deusa cuja única finalidade é usufruir da abundante mundaneidade do mundo físico representada pela natureza e o corpo. Mas é também uma deusa doce e amável atraída por relacionamentos com homens rudes – guerreiros e caçadores como Ares, o deus da guerra e Adônis, caçador de feras selvagenns. Encontram-se com freqüência polaridades desse tipo em Libra, onde estes opostos se harmonizam. Mas ela também incorpora dois outros princípios no horóscopo – o automerecimento em Touro (apenas “eu” possuo) e o valor que os outros dão a esse merecimento em Libra (o que você pensa de mim?).
Vênus é bela e amável, sem dúvida a mais bela das deusas, mas isso na é o bastante. Ela precisa que os outros reconheçam isso constantemente. Quando outras mulheres bonitas estavam por perto, sentia-se ameaçada por sua aparência e presença e, nesses momentos, revelava o lado ciumento, raivoso. Psique foi condenada à morte por Vênus, cuja dignidade pessoal foi insultada quando os mortais começaram a falar de uma mulher cuja beleza rivalizava com a da própria deusa do amor.
Com freqüência, Vênus pode representar a imagem que uma mulher faz de si mesma, enquanto para um homem é algo projetado na mulher que ele encontra. Isto reflete como a maioria dos indivíduos funciona antes de ter atingido o nível de maturidade e autoconsciência que a torna mais equilibrada.
É possível encontrar uma pessoa com Vênus em Leão ou na Primeira Casa olhando-se no espelho e perguntando:”Ainda sou bela?” – e fazendo todos os esforços para assegurar que o espelho responda afirmativamente. Vênus em Virgem ou em conjunção com Saturno são as mulheres que vemos se olhando no espelho e repetindo para si mesmas como são gordas e feias. Quando Vênus no mapa tem fortes contatos natais com Plutão, Saturno ou Netuno, a beleza e o amor estão lá, mas enterrados sob camadas e mais camadas de vergonha, culpa, insegurança, dúvida e temor.
Existe um mito quanto ao ciclo do planeta Vênus. Quando esse planeta está marchando diante do Sol (quando está em um grau anterior da longitude zodiacal), ele aparece no céu como Estrela da Manhã. Conforme se aproxima da conjunção superior com o Sol, fica invisível por algum tempo – a deusa desce ao mundo subterrâneo. Finalmente, o planeta reaparece como a Estrela da Noite, a rainha do céu, ocupando um grau posterior ao do Sol na longitude zodiacal. Este mito aponta para um processo psicológico de relacionamento. A deusa do amor, quando ainda indomada, é primal, sexual e instintiva. Está mais preocupada com o amor do que com o relacionamento. Segundo Dane Rudhyar os indivíduos nascidos com Vênus como Estrela da Manhã tendem a ser mais impulsivos em seus relacionamentos, apaixonam-se rapidamente e sem refletir. Mas, após a deusa ter passado o tempo necessário no mundo subterrâneo, torna-se a Rainha do Céu, e não mais apenas deusa do amor. Há mais maturidade em seu dom de amor, maior preocupação com relacionamento em oposição ao puro romance.
Rejane Woltz Barbisan
Astróloga

sexta-feira, outubro 26

Metafísica




Relaxamento e Meditação


Em qualquer terapia, estas são técnicas básicas. Atualmente, a quantidade de pessoas doentes em virtude de estresse é muito preocupante na área da saúde, pois atinge todas as faixas etárias. Mas podemos modificar essa situação dedicando um pouco de tempo para o relaxamento, trazendo qualidade para nossa vida.
Tanto na meditação como no relaxamento, de 15 minutos a 1 hora, uma vez por semana, sozinho ou em grupo, o local é importante, pois deve ser agradável e com música suave, se gostarmos. Quando muito tensos, uma suave luz azul é muito relaxante.
Em 1970, o Dr. Keith Walace, da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, comprovou e descreveu as principais alterações fisiológicas da meditação, que são:




  • equilibra nossos estados emocionais, libertando-nos do medo;


  • no relaxamento, o corpo se mantem tranqüilo, a mente permanece alerta;


  • reduz nossos conflitos mentais e nos permite maior lucidez;


  • melhora a inteligência e a capacidade de aprender; aumenta a criatividade;


  • diminui os batimentos cardíacos - a atividade metabólica medida no relaxamento cai a níveis tão baixos como no sono;


  • permite um contato com nossa sabedoria interior;


  • auxilia em todas as doenças de caráter psicossomático;


  • sentimos mais prazer em nossas atividades;


  • aumenta nosso potencial energético;


  • melhora a saúde física geral - reduz a hipertensão e ajuda a baixar o colesterol no sangue;


  • melhora os relacionamentos, nos oferece uma calma interior que se transmite às pessoas e aos ambientes;


  • rejuvenesce, equilibra os processos biológicos;


  • harmoniza nossos princípios morais, tornando claros nossos objetivos de vida;


  • sentimos a Unidade, que é a realização plena;


  • auxilia na diminuição do uso de remédios;


  • reduz a ansiedade;


  • cura a insônia.



Através da meditação conseguimos que nossas ondas cerebrais fiquem no estado Alfa, ou como Charles Tart chamou "estados alterados de consciência". É aí que compreendemos outros níveis de realidade e o equilíbrio de nossos hemisférios cerebrais.



Rejane Woltz Barbisan


Terapeuta

quarta-feira, outubro 24

SATURNO - Mitologia



Quando o Tempo (Saturno) expulsou seu pai, este lhe predisse que seria, por sua vez, destronado e expulso pelos filhos. O Tempo surge imediatamente como esposo da Terra (Réia) e, visto que destrói tudo que produz, devorava os filhos quando os via nascer. Foi assim que ele fez desaparecer sucessivamente Vesta, Ceres, Juno, Plutão e Netuno. Réia chorava por perder os filhos e assim imaginou um estratagema para enganar o marido. Quando Júpiter nasceu, apresentou ao pai uma pedra embrulhada em panos, como se tratasse de um menino e, Saturno, que tinha os olhos abaixados e um estômago excelente, o engoliu sem hesitar e sem notar a substituição. Esta pedra que Saturno devora significa apenas que o tempo a tudo destrói.
Saturno constitui um dos mais complexos arquétipos na mandala astrológica. A maior parte dos outros planetas revela seu lado problemático quando combinados com Saturno. Escuridão, destruição, doenças e atraso são todos lançados sobre os ombros de Saturno.
Os gregos o conheciam como Cronos, um dos sete Titãs, e foi destronado por Zeus (Júpiter), com o auxílio dos irmãos e irmãs e Cronos foi aprisionado no Tártaro, uma região escura e sóbria nos confins da terra.
O Saturno astrológico sempre foi associado à letra da lei e não ao espírito: os gnósticos e os primeiros cabalistas identificaram Saturno com o deus do Velho Testamento, que viam como um pai tirânico, obcecado pelo cumprimento rígido da lei. Há de fato uma associação entre a trindade masculina de pais-deuses representados por Júpiter, Saturno e Urano, que simbolicamente representam o pensamento patriarcal religioso e político através das eras. Saturno com freqüência aparece como significador do pai em astrologia assim como o Sol, mas geralmente simboliza problemas com ele. Para se libertar do padrão disfuncional é uma tarefa que demanda dedicação, devoção e uma vida inteira de trabalho duro. Saturno, quando se manifesta como um complexo psicológico, agarra-se mais firmemente do que qualquer outro planeta. Tentar transforma-lo em mestre interior é difícil porque nos força a lidar também com os outros aspectos problemáticos dele.
Cronos terminou sua carreira como prisioneiro do Tártaro. O planeta Saturno pode, literalmente, colocar-nos em nosso Tártaro pessoal. E, realmente, quando se experimenta uma visita de Saturno que resulta num poço de desespero e escuridão, podemos nos sentir envergonhados, tão temerosos de que nunca voltaremos a nos erguer daquela escuridão, que nos mantemos psicologicamente trancados no Tártaro por um tempo muito longo. É o temor de nunca voltar a se erguer, a culpa por ter feito algo terrível no passado e que deve ser subseqüentemente punido e a humilhação por ter estado no alto da montanha antes de cair; eis a maioria dos complexos de Saturno. E a maneira de sair da situação é assumindo a responsabilidade por ela e reconhecendo nossas limitações, tanto materiais quanto psicológicas. Ele pode nos amadurecer, forçando-nos a trabalhar dentro desses limites ou pode lançar sobre nós a sombra de um pai tirânico, da qual devemos aprender a emergir. Os períodos mais típicos para que essa realização se manifeste são durante as “Revoluções de Saturno”.

sexta-feira, outubro 19

SEDNA



Sedna é uma das principais deusas inuit, conhecida como a Mãe dos Animais Marinhos.
Várias são as lendas sobre a origem de Sedna e todas tem em comum o fato dela ser uma bela jovem humana vivendo com seu pai.
De acordo com uma dessas lendas, Sedna surgiu como uma mortal, que foi seduzida por um belo caçador em uma canoa. Quando ela embarcou na canoa, percebeu que fora enganada, pois o belo rapaz se revelou como um espírito-pássaro e a obrigou a se casar com ele.
O tempo passou e o pai de Sedna foi visitá-la, percebendo que sua amada filha morava num lugar imundo. Ele a colocou num barco, para fugir de volta para seu lar. Porém, o espírito-pássaro invocou uma
tempestade ártica para frustrar a fuga.
Então o pai se desesperou e jogou Sedna ao
mar. A jovem, contudo, se agarrou na borda do barco e seu pai se sentiu obrigado a cortar seus dedos. Os dedos cortados se transformaram em animais marinhos, como focas, baleias e morsas.
Sedna foi morar no fundo do mar, de onde reina sobre os animais marinhos.
Outra versão do mito explica que Sedna, uma moça jovem e muito galanteada pelos jovens do povoado onde vivia, nunca aceitava seus pretendentes - até que se apaixonou por um cachorro e com ele casou.
Os jovens pretendentes, raivosos, levaram a moça para o mar dentro de uma canoa e a jogaram nas águas geladas. Para se salvar, Sedna agarrou-se na lateral do barco, mas os homens cortaram seus dedos para que ela morresse afogada.
Quando seus dedos caíram no mar, transformaram-se nas primeiras focas e outros seres marinhos enquanto Sedna ia para o fundo, onde se transformaria na Rainha dos Seres Marinhos.
Sedna, devido ao grande sofrimento pelo qual passou, tornou-se rancorosa, e quando alguém a ofende ela prende todos os animais para que ninguém possa pescar nem caçar. Um homem bravo, com poderes de xamã, deve então ir até o fundo do mar para pentear e desenbaraçar os cabelos de Sedna - sujos e lodosos pelos pecados humanos que afundam na água. Sedna fica agradecida ao ter seus cabelos limpos e arrumados em duas grandes tranças e, por isso, liberta os animais para que a humanidade possa se alimentar outra vez.
Sedna foi homenageada em 2003 ao ter um planetóide do Sistema Solar, além da órbita de Plutão foi batizado com seu nome.
Senhora dos mistérios da vida e da morte, deusa das águas mais profundas dos mares. Rainha das baleias, governa os peixes e os mamíferos marinhos das águas frias. Entidade cultuada pelos esquimós.

Elementos e simbologia:
cores: prata, cinza azulado, azulpedra: perola
perfume: violeta
elemento: água
animais: golfinhos, baleias
data: 2 de abril
fluxo de energia: energia relaxante
Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta