quinta-feira, julho 1

AMAR

Mário Quintana  sensual-051

Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar , não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama(ou acha que ama)e que não quer nada com você, definitivamente não o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

A CONCEPÇÃO CÓSMICA

paisagem Para o SER nunca houve começo, pois o nada não pode dar origem a alguma coisa...

Tudo era trevas antes de surgir a Luz. A Luz, porém, não veio das trevas, pois as trevas são a ausência da Luz.

A Luz é um atributo do SER, uma vez que o SER é sempre luminoso na irradiação de sua energia, causada por seus ininterruptos esforços para existir. A Luz não tinha calor, e assim o SER era insensível. A Luz não tinha reflexo, e assim o SER não tinha forma.

O SER, em seu eterno movimento e progresso, expandiu-se. Inúmeras tornaram-se suas formas e complexa sua natureza.

A complexidade da evolução do SER deu origem à densidade. E a densidade produziu o calor da luz. Então, surgiram os seres viventes.

Com a vida, veio a sensibilidade do SER, transformando-se na magnificência da percepção do EU.

Na consciência humana foram refletidas as glórias do Universo. Em sua profundeza o SER tomou forma sensível e a mente lhe conferiu amplitude.

Então a Luz brilhou, pois ela refletia pela primeira vez a sua própria natureza.

Meu corpo foi formado entre os astros do céu. Os átomos que formam meu corpo foram forjados no coração de estrelas que já não mais existem...

Em minha pequenez e insignificância eu faço parte do grande esquema cósmico e participo de sua evolução...

Estrelas morreram para que eu pudesse existir. Sou irmão de planetas e sóis. Sou filho das Estrelas. E a História do Universo é também a minha história!!!

(A Era de Aquarius – Ary Médici Arduíno e Rosângela Aparecida G. Alves)

A LEI DO RITMO

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A Lei do Ritmo faz referência à repetição de certos eventos a intervalos regulares, isto é, de tempos em tempos, acontecimentos sujeitos ao ritmo que se repetem.

A nossa vida está sujeita à Lei do Ritmo e neste mister está sob a influência dos ciclos diários, lunares, mensais, anuais e outros.

Há ainda posturas mentais que têm relação direta com o nosso progresso pessoal e na realização dos nossos ideais. Por isso, vale a pena lembrar: somos o que pensamos.

Dos vários ciclos da vida do ser humano, o ciclo anual é talvez o mais conhecido e comemorado. Como tudo no universo, os ciclos ordenam o nascimento, o crescimento com o apogeu e a mudança para um novo ciclo. Este é um momento especial para a revisão de seus planos e a implementação de novos objetivos que convergem para a realização pessoal. Portanto, mantenha-se confiante e grato, sempre, bem como com ações amorosas na sua conduta ao se relacionar com os outros, o que permitirá a harmonia e a manifestação das Leis Cósmicas a seu favor.

DUAS COSMOLOGIAS EM CONFLITO

anima_mundi O prêmio Nobel em economia Joseph Stiglitz disse recentemente:"O legado da crise ecômico-financeira será um grande debate de idéias sobre o futuro da Terra". Concordo plenamente com ele. Vejo que  o grande debate será em torno das duas cosmologias presentes e em conflito no cenário da história.
Por cosmologia entendemos a visão do mundo - cosmovisão - que subjaz às idéias, às práticas, aos hábitos e aos sonhos de uma sociedade. Cada cultura possui sua respectiva cosmologia. Por ela se procura explicar a origem, a evolução e o propósito do universo e definir o lugar do ser humano dentro dele.
A nossa atual é a cosmologia da conquista, da dominação e da exploração do mundo em vista do progresso e do crescimento ilimitado. Caracteriza-se por ser mecanicista, determinística, atomística e reducionista. Por força desta cosmovisão, criaram-se inegáveis benefícios para a vida humana mas também contradições perversas como o fato de que 20% da população mundial controlar e consumir 80% de todos os recursos naturais, gerando um fosso entre ricos e pobres como jamais havido na história.  Metade das grandes florestas foram destruidas, 65% das terras agricultáveis, perdidas, cerca de 5 mil espécies de seres vivos anualmente desaparecidas e mais mil agentes químicos sintéticos, a maioria tóxicos, lançados no solo, no ar e nas águas. Construiram-se armas de destruição em massa, capazes de eliminar toda vida humana. O efeito final é o desequilíbrio do sistema-Terra que se expressa pelo  aquecimento global. Com os gases já acumulados, até 2035 fatalmente se chegará a 2 graus Celsius, e se nada  for  feito, segundo certas previsões, serão no final do século 4 ou 5 graus, o que tornará a vida, assim como a conhecemos hoje, praticamente impossível.
A predominância dos interesses econômicos especialmente especulativos, capazes de reduzirem paises à mais brutal miséria e o consumismo trivializaram nossa percepção do risco sob o qual vivemos e conspiram contra qualquer mudança de rumo.
Em contraposição, está comparecendo cada vez mais forte, uma cosmologia alternativa e potencialmente salvadora. Ela já tem mais de um século de elaboração e ganhou sua melhor expressão na Carta da Terra. Deriva-se das ciências do universo, da Terra e da vida. Situa nossa realidade dentro da cosmogênese, aquele imenso processo de evolução que se iniciou a partir do big bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos. O universo está continuamente se expandindo, se auto-organizando e se autocriando. Seu estado natural é a evolução e não a estabilidade, a transformação e a adaptabilidade e não a imutabilidade e a permanência. Nele tudo é relação em redes e nada existe fora desta relação. Por isso todos os seres são interdependentes e colaboram entre si para coevoluirem e garantirem o equilíbrio de todos os fatores. Por detrás de todos os seres atua a Energia de fundo que deu origem e anima o universo e faz surgir emergências novas. A mais espetacular delas é a Terra viva e nós humanos como a porção consciente e inteligente dela e com a missão de cuidá-la.
Vivemos tempos de urgência. O conjunto das crises atuais está criando uma espiral de necessidades de mudanças que, não sendo implementadas, nos conduzirão fatalmente ao caos coletivo e que assumidas, nos poderão elevar a um patamar mais alto de civilização. É neste momento que a nova cosmologia se revela inspiradora. Ao invés de dominar a natureza, nos coloca no seio dela em profunda sintonia e sinergia. Ao invés de uma globalização niveladora das diferenças, nos sugere o bioregionalismo que valoriza as diferenças. Este modelo procura construir sociedades autosustentáveis dentro das potencialidades e dos limites  das bioregiões, baseadas na ecologia, na cultura local e na participação das populações, respeitando a natureza e buscando o "bem viver" que é  a harmonia entre todos e com a mãe Terra.
O que caracteriza esta nova cosmologia é o cuidado no lugar da dominação, o reconhecimento do valor intrínseco de cada ser e não sua mera utilização humana, o respeito por toda a vida e os direitos e a dignidade da natureza e não sua exploração.
A força desta cosmologia reside no fato de estar mais de acordo com as reais necessidades humanas e com a lógica do próprio universo. Se optarmos por ela, criar-se-á a oportunidade de uma civilização planetária na qual o cuidado, a cooperação, o amor, o respeito, a alegria e espiritualidade ganharão centralidade. Será a grande virada salvadora  que urgementemente precisamos.

Por Leonardo Boff

terça-feira, maio 4

A Lei da Polaridade (3)

O MÉTODO DO QUESTIONAMENTO

        Todos os fenômenos tem forma e conteúdo, consistem em duas partes e num todo que é maior do que a soma das partes. Todo fenômeno é determinado pelo passado e pelo futuro. A doença não constitui exceção à regra. Por trás de todo sintoma existe uma finalidade, um conteúdo, que apenas se utiliza das possibilidades disponíveis no momento para se tornar visível em forma palpável. Por conseguinte, uma doença pode ter a causa que preferir.
        Vamos tratar das causas finais da doença, com uma visão unilateral. Existem os processos materiais pesquisados e descritos pela medicina, mas será que esses processos são a única causa das doenças?
        É indiferente se a causa de determinado distúrbio é, por um lado, uma determinada bactéria, ou, por outro, uma mãe malvada. O ser humano possui uma essência independente do tempo que, de alguma maneira, precisa concretizar e tornar consciente no transcurso de sua existência pessoal. Esse padrão interior transcendente é denominado o “si-mesmo”. O caminho da vida dos homens é o caminho rumo a esse “si-mesmo”, que é um símbolo da totalidade. O ser humano precisa de “tempo” para encontrar esta totalidade, que, não obstante, existe desde o início. Chamamos tal caminho de “evolução”. A evolução é a compreensão consciente de um padrão sempre presente (atemporal). Ao longo da trilha rumo ao autoconhecimento, entretanto, surgem erros e dificuldades constantes, ou não podemos ou não queremos ver certas partes isoladas do padrão. Tais aspectos de nós mesmos já denominamos de sombra.
        A busca das causas no passado nos desvia da informação real, visto que abdicamos da responsabilidade que nos cabe, e projetamos a culpa numa causa hipotética.
        Na interpretação dos sintomas, algumas regras são necessárias, pois a tendência humana é justificar, transformar ou se iludir quanto as possibilidades de transformar as doenças.

        1ª Regra:  Ignore todas as relações causais aparentes no nível funcional quando for interpretar sintomas. Estas sempre serão encontradas e ninguém nega sua existência. Mas não servem de substituto para a interpretação. Interpretamos os sintomas apenas em sua manifestação qualitativa e subjetiva. Para tanto, é irrelevante quais cadeias causais, ou quaisquer outras. Para reconhecer os conteúdos é importante que haja apenas uma coisa: sua existência – e não o motivo de sua existência.

        A sequência temporal em que os sintomas aparecem é bastante interessante e reveladora. Todos os acontecimentos sincrônicos que provocam o aparecimento de um sintoma formam o contexto sintomático e devem ser levados em conta.
        Não se deve considerar unicamente os fatos exteriores, mas sobretudo os processos interiores.

        2ª Regra: Analise com precisão em que momento surgiu o sintoma. Tente lembrar-se de sua situação na vida, de seus pensamentos, fantasias e sonhos dos acontecimentos e das notícias que recebeu, pois isto tudo contexto naturalmente o sintoma.

        Agora chegamos à técnica fundamental da interpretação, que não é fácil de apresentar. Em primeiro lugar é necessário desenvolver um relacionamento íntimo com a linguagem e aprender a ouvir, com consciência, o que as pessoas dizem. A língua é um meio grandioso de ajuda para perceber as interligações profundas e invisíveis, já que possui uma sabedoria própria que apenas se revela a quem sabe ouvir. As pessoas modernas demonstram uma atitude displicente e bastante volúvel para com a língua e assim perdem o acesso ao verdadeiro sentido dos conceitos. Como também a língua participa da polaridade, ela sempre é ambivalente, bilateral e sujeita a duplo sentido. Quase todos os conceitos vibram em numerosos níveis ao mesmo tempo. Sendo assim, temos de reaprender a conhecer cada palavra, em todos os seus níveis simultâneos.
        Qualquer pessoa que tenha aprendido a ouvir a ambivalência psicossomática das palavras, logo se surpreenderá ao descobrir que todos os que estão doentes em geral descrevem, junto com os sintomas físicos da doença, também uma parte de seu problema psíquico: um vê mal, a ponto de não distinguir mais os objetos; o outro está resfriado e “com as coisas pelo nariz”; outro ainda não consegue curvar-se porque está rígido demais; outro não pode engolir, e outro sofre de incontinência; outro não pode ouvir, e existe aquele que gostaria de arrancar a pele de tanto coçar. Nesses casos não há muito o que interpretar; podemos apenas ouvir, acenar com a cabeça e constatar:”A doença torna as pessoas honestas.”
        Além de prestar atenção ao duplo sentido das palavras, também é importante a capacidade para o raciocínio analógico, visto que esta função lingüística se fundamenta na analogia. É por isso que a ninguém ocorreria a idéia de não existir em alguém um órgão quando falamos de um homem sem coração.  Com a expressão “falta de coração! Estamos nos referindo à carência de uma virtude que, em razão de um simbolismo arquetípico, sempre foi associada com o coração, ou seja, estamos falando de um homem impiedoso. O mesmo princípio também é representado pelo Sol e pelo ouro.
        Nem a psique “provoca” os sintomas físicos, nem os processos físicos “provocam” mudanças psicológicas. Contudo, qualquer padrão determinado sempre pode ser visto em ambos os níveis. Todos os conteúdos psicológicos tem suas contrapartidas corporais, e vice-versa. Nesse sentido, por certo tudo é um sintoma. Lábios estreitos ou gostar de andar são tão sintomáticos quanto amígdalas inflamadas. O que diferencia um sintoma do outro é somente a nossa avaliação subjetiva em ambos os casos. Em última instância, são nossas resistência e rejeição que transformam  meros sintomas em sintomas de doenças. O próprio fato de resistirmos revela que eles são “corporificações” de aspectos de nossa sombra, pois ficamos perfeitamente felizes com todos aqueles sintomas que revelam o aspecto consciente de nossa psique. Nós até mesmo os defendemos como expressões de nossa personalidade.
        Só a observação pode nos tornar conscientes. Se houver uma modificação subjetiva espontânea na consciência, tanto melhor! Contudo, a intenção de mudar alguma coisa só consegue provocar o efeito contrário. Quando queremos adormecer depressa, esse é o modo mais seguro de termos dificuldade de adormecer. Se não nos preocuparmos, o sono logo chega.  Nu caso como esse, a ausência de intenção significa o ponto exato entre impedir e desejar impor. Trata-se da paz meridiana, que possibilita o surgimento de algo novo. Nem a insistente perseguição do objetivo, nem a resistência nos aproximam de nossas metas.
        Se, enquanto estivermos interpretando sintomas, nós acharmos que nossa interpretação é maldosa ou até mesmo negativa, essa impressão é um sinal da auto-imagem em que ainda estamos estagnados. Nem palavras, nem coisas, muito menos fatos, podem ser bons ou maus, positivos ou negativos por si mesmos. Uma avaliação não passa do produto das opiniões do observador. Apontamos o fato apenas para fazer com que a pessoa o entenda e aceite. Não diremos, por exemplo, que a agressividade dela desaparece só porque ele se recusa a olhar para ela, assim como observá-la não a torna maior ou pior. Na verdade, durante todo o tempo em que a agressão (ou qualquer outro impulso) se mantém oculta na sombra, ela desaparece de nossa consciência e é essa a principal razão por que se torna tão perigosa.

3ª Regra: Abstraia o acontecimento sintomático formulando-o em termos de um princípio, e transfira esse modelo para o plano psíquico. Muitas vezes, ouvir o modo como as coisas são ditas pode servir de chave para entender o fato de nossa linguagem ser psicossomática.

        4ª Regra: As duas perguntas: “O que o sintoma me impede de fazer?” e “Ao que me obriga esse sintoma?” levam, na maioria das vezes e bem depressa, ao tema central da doença.
Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta Holística