Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar , não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama(ou acha que ama)e que não quer nada com você, definitivamente não o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
quinta-feira, julho 1
A CONCEPÇÃO CÓSMICA
Para o SER nunca houve começo, pois o nada não pode dar origem a alguma coisa...
Tudo era trevas antes de surgir a Luz. A Luz, porém, não veio das trevas, pois as trevas são a ausência da Luz.
A Luz é um atributo do SER, uma vez que o SER é sempre luminoso na irradiação de sua energia, causada por seus ininterruptos esforços para existir. A Luz não tinha calor, e assim o SER era insensível. A Luz não tinha reflexo, e assim o SER não tinha forma.
O SER, em seu eterno movimento e progresso, expandiu-se. Inúmeras tornaram-se suas formas e complexa sua natureza.
A complexidade da evolução do SER deu origem à densidade. E a densidade produziu o calor da luz. Então, surgiram os seres viventes.
Com a vida, veio a sensibilidade do SER, transformando-se na magnificência da percepção do EU.
Na consciência humana foram refletidas as glórias do Universo. Em sua profundeza o SER tomou forma sensível e a mente lhe conferiu amplitude.
Então a Luz brilhou, pois ela refletia pela primeira vez a sua própria natureza.
Meu corpo foi formado entre os astros do céu. Os átomos que formam meu corpo foram forjados no coração de estrelas que já não mais existem...
Em minha pequenez e insignificância eu faço parte do grande esquema cósmico e participo de sua evolução...
Estrelas morreram para que eu pudesse existir. Sou irmão de planetas e sóis. Sou filho das Estrelas. E a História do Universo é também a minha história!!!
(A Era de Aquarius – Ary Médici Arduíno e Rosângela Aparecida G. Alves)
A LEI DO RITMO
A Lei do Ritmo faz referência à repetição de certos eventos a intervalos regulares, isto é, de tempos em tempos, acontecimentos sujeitos ao ritmo que se repetem.
A nossa vida está sujeita à Lei do Ritmo e neste mister está sob a influência dos ciclos diários, lunares, mensais, anuais e outros.
Há ainda posturas mentais que têm relação direta com o nosso progresso pessoal e na realização dos nossos ideais. Por isso, vale a pena lembrar: somos o que pensamos.
Dos vários ciclos da vida do ser humano, o ciclo anual é talvez o mais conhecido e comemorado. Como tudo no universo, os ciclos ordenam o nascimento, o crescimento com o apogeu e a mudança para um novo ciclo. Este é um momento especial para a revisão de seus planos e a implementação de novos objetivos que convergem para a realização pessoal. Portanto, mantenha-se confiante e grato, sempre, bem como com ações amorosas na sua conduta ao se relacionar com os outros, o que permitirá a harmonia e a manifestação das Leis Cósmicas a seu favor.
DUAS COSMOLOGIAS EM CONFLITO
O prêmio Nobel em economia Joseph Stiglitz disse recentemente:"O legado da crise ecômico-financeira será um grande debate de idéias sobre o futuro da Terra". Concordo plenamente com ele. Vejo que o grande debate será em torno das duas cosmologias presentes e em conflito no cenário da história.
Por cosmologia entendemos a visão do mundo - cosmovisão - que subjaz às idéias, às práticas, aos hábitos e aos sonhos de uma sociedade. Cada cultura possui sua respectiva cosmologia. Por ela se procura explicar a origem, a evolução e o propósito do universo e definir o lugar do ser humano dentro dele.
A nossa atual é a cosmologia da conquista, da dominação e da exploração do mundo em vista do progresso e do crescimento ilimitado. Caracteriza-se por ser mecanicista, determinística, atomística e reducionista. Por força desta cosmovisão, criaram-se inegáveis benefícios para a vida humana mas também contradições perversas como o fato de que 20% da população mundial controlar e consumir 80% de todos os recursos naturais, gerando um fosso entre ricos e pobres como jamais havido na história. Metade das grandes florestas foram destruidas, 65% das terras agricultáveis, perdidas, cerca de 5 mil espécies de seres vivos anualmente desaparecidas e mais mil agentes químicos sintéticos, a maioria tóxicos, lançados no solo, no ar e nas águas. Construiram-se armas de destruição em massa, capazes de eliminar toda vida humana. O efeito final é o desequilíbrio do sistema-Terra que se expressa pelo aquecimento global. Com os gases já acumulados, até 2035 fatalmente se chegará a 2 graus Celsius, e se nada for feito, segundo certas previsões, serão no final do século 4 ou 5 graus, o que tornará a vida, assim como a conhecemos hoje, praticamente impossível.
A predominância dos interesses econômicos especialmente especulativos, capazes de reduzirem paises à mais brutal miséria e o consumismo trivializaram nossa percepção do risco sob o qual vivemos e conspiram contra qualquer mudança de rumo.
Em contraposição, está comparecendo cada vez mais forte, uma cosmologia alternativa e potencialmente salvadora. Ela já tem mais de um século de elaboração e ganhou sua melhor expressão na Carta da Terra. Deriva-se das ciências do universo, da Terra e da vida. Situa nossa realidade dentro da cosmogênese, aquele imenso processo de evolução que se iniciou a partir do big bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos. O universo está continuamente se expandindo, se auto-organizando e se autocriando. Seu estado natural é a evolução e não a estabilidade, a transformação e a adaptabilidade e não a imutabilidade e a permanência. Nele tudo é relação em redes e nada existe fora desta relação. Por isso todos os seres são interdependentes e colaboram entre si para coevoluirem e garantirem o equilíbrio de todos os fatores. Por detrás de todos os seres atua a Energia de fundo que deu origem e anima o universo e faz surgir emergências novas. A mais espetacular delas é a Terra viva e nós humanos como a porção consciente e inteligente dela e com a missão de cuidá-la.
Vivemos tempos de urgência. O conjunto das crises atuais está criando uma espiral de necessidades de mudanças que, não sendo implementadas, nos conduzirão fatalmente ao caos coletivo e que assumidas, nos poderão elevar a um patamar mais alto de civilização. É neste momento que a nova cosmologia se revela inspiradora. Ao invés de dominar a natureza, nos coloca no seio dela em profunda sintonia e sinergia. Ao invés de uma globalização niveladora das diferenças, nos sugere o bioregionalismo que valoriza as diferenças. Este modelo procura construir sociedades autosustentáveis dentro das potencialidades e dos limites das bioregiões, baseadas na ecologia, na cultura local e na participação das populações, respeitando a natureza e buscando o "bem viver" que é a harmonia entre todos e com a mãe Terra.
O que caracteriza esta nova cosmologia é o cuidado no lugar da dominação, o reconhecimento do valor intrínseco de cada ser e não sua mera utilização humana, o respeito por toda a vida e os direitos e a dignidade da natureza e não sua exploração.
A força desta cosmologia reside no fato de estar mais de acordo com as reais necessidades humanas e com a lógica do próprio universo. Se optarmos por ela, criar-se-á a oportunidade de uma civilização planetária na qual o cuidado, a cooperação, o amor, o respeito, a alegria e espiritualidade ganharão centralidade. Será a grande virada salvadora que urgementemente precisamos.
Por Leonardo Boff
