terça-feira, janeiro 15

METAFÍSICA E A CURA


Desde o início dos tempos, quando a humanidade ergueu o olhar para o céu, vagarosamente pressentiu que o universo material é apenas uma parte observável de um grande cosmos invisível, do qual o espaço e o tempo são um aspecto pequeno. E deu ao princípio vital e ativo do universo invisível diversos nomes: Brahma, Tão, Jeová, Deus e outros. Daí a criação dos diversos credos, que muitas vezes levam pessoas ao desentendimento e à desarmonia.
Como indivíduos, temos as mais diversas crenças, mas é comum a todos o desejo da saúde. Neste tema, lemos acerca de muitas técnicas extraordinárias de cura: desde os avanços da medicina tradicional até curas que só podem ser descritas como milagrosas. Deveria ser evidente que, por trás destas “curas” realizadas em todos os países e em todas as épocas, com pessoas de diversas religiões e formas de fé, que existe um princípio comum.
Junto com a ajuda da medicina, a pessoa mais capaz de realizar qualquer cura é a própria pessoa doente.
Se você aprender a desenvolver as forças de dentro do corpo que quer recuperar, os resultados serão mais definitivos e satisfatórios.

Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta

segunda-feira, janeiro 14

TRADIÇÃO



A Tradição foi a fonte que deu origem a todas as ordens esotéricas ou iniciáticas do Ocidente. É comum a referência à Tradição com outras denominações, como por exemplo: “Ciência Primordial”, “ciência Arcaica”, “Tradição Primordial”, “Ciência Sagrada”, “Doutrina Secreta”, ou ainda outras expressões. A “Tradição” é a ciência que se originou na Atlântida e que melhor foi preservada no Egito, embora fragmentos desse conhecimento tenham se espalhado por todo o mundo. A preservação da Tradição ao longo do rio Nilo foi possível em virtude da civilização egípcia ter sido criada pelos Atlantes e por eles ter sido conduzida, durante milhares de anos, no período que os egípcios denominaram “tempo dos deuses”. A Tradição, no Egito, da mesma forma que se fazia na Atlântida, ficou preservada nos Templos, que eram grandes complexos culturais e místicos. Alguns destes Templos – os mais importantes – gravitavam em torno de um “mistério”, sendo por isso denominado como “Escola de Mistério” ou “Escola de Sabedoria”.
A partir da XVIII Dinastia egípcia, por volta de 1.400 a.C., e por iniciativa do próprio faraó, as escolas de sabedoria do Egito foram unificadas, passando a constituir uma só entidade que conhecemos como “Fraternidade Egípcia”. A unificação destas escolas foi um importante fator para a preservação da Tradição, bem como para a sua expansão entre as nações vizinhas do Egito. Ramos da Fraternidade Egípcia foram criados na Grécia, na Síria, na Palestina, na Fenícia, na Babilônia, na Itália, na Pérsia e em algumas outras nações do Mediterrâneo e do Oriente Próximo. Os essênios foram um destes ramos estabelecido na Palestina; a palavra “essênio” é de origem egípcia e significa secreto. O complexo do Monte Carmelo, ao norte da Palestina – muitas vezes denominado como mosteiro – era um grande centro cultural e místico utilizado principalmente pelos essênios, e foi onde Jesus teve sua formação básica, até os 13 anos. Significativo é que o complexo do Monte Carmelo não foi construído pelos judeus, porém pelo faraó do Egito. Os Terapeutas foi outro ramo na Grande Fraternidade estabelecido, principalmente, em Alexandria e na Grécia. A Fraternidade teve com Pitágoras, a partir de sua escola estabelecida em Crótona, no sul da Itália, uma grande penetração no sul da Europa. Embora a escola de Pitágoras tenha sido destruída e o mestre morrido nesta ocasião, seus discípulos continuaram o trabalho que ele conduzia.
Akenaton, foi um dos grandes mestres da Ciência Sagrada e, com sua ousada investida contra o clero de Amon-Rá, tentou fazer com que todo o Egito retornasse aos princípios sagrados originais do qual haviam se desviado. Assim, podemos dizer que a Fraternidade Egípcia foi a guardiã e difusora da Ciência Sagrada, incluindo aí, os conhecimentos dos Terapeutas.


Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta

quinta-feira, dezembro 20

Natal




Foi no Concílio de Nicéia, no século IV, que se fixou a festa de Natal próxima do solstício de inverno (no Norte) e a meia-noite, em substituição às tradições pagãs que celebravam neste dia a renovação do Sol. Os romanos festejam o evento nos templos consagrados ao “Sol Invicto”, na colina onde hoje está a cidade do Vaticano. Desde tempos imemoriais, esta data era marcada por muitas fogueiras que homenageavam o retorno do Sol das profundezas da escuridão, e a natureza, que estava hibernando, vai começar lentamente seu despertar.
A partir de 335 d.C. passou-se a celebrar o Natal em Roma, substituindo “a celebração do nascimento do Sol visível no solstício de inverno pela do Criador invisível do Sol” (Santo Agostinho). Fazia-se coincidir os ciclos das festas cristãs e das festas pagãs, e com isto o sincretismo e a permanência da nova religião fundada em Roma estaria mais facilmente garantida.
A tradição de acender fogueiras remonta aos persas, a Zoroastro, que tinham no fogo o símbolo da Divindade. A imagem dos Reis Magos, que vêm do Oriente cultuar ao Deus Sol, também remonta à Tradição dos persas.
Os símbolos natalinos que vemos hoje em dia e que fazem referência às árvores de Natal, à neve e todos os outros que adquirimos, são a ligação do Natal com o clima do Norte e o renascimento vegetal.
A festa do que renasce, quando entra o mês de janeiro, ou da Deusa Janus, com seus dois rostos, um olhando para o passado e o outro olhando para o futuro, o novo ano cheio de esperanças.
A escuridão da noite com que se comemora o Natal nos remete ao inconsciente, ao adormecimento da Alma que está prestes a despertar e compreender os mistérios do Nascimento do Senhor em nosso coração, onde está o Templo Interno, aquele que cultiva o coração crístico que acaba de nascer.
Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta

quinta-feira, novembro 22

Saúde


Saúde é o estado de harmonia entre corpo, mente e alma. Os cuidados com nosso corpo através de bons hábitos e boa nutrição, demonstram nossa responsabilidade quanto a preservar esta harmonia.
A depressão/melancolia é uma desarmonia profunda entre alma e mente, com um enorme potencial destrutivo para o corpo.
Dizer que a pessoa está com depressão é o reconhecimento de que a doença representa uma extraordinária alienação de si mesmo e a mais profunda repressão da sensibilidade e do potencial criador mais elevado do indivíduo.
Tratar dessa condição é extremamente difícil, também do ponto de vista metafísico, porque a causa do mal está fora da realidade objetiva.
Nosso cérebro continuamente regula as funções autônomas, embora raramente tenhamos consciência disso. Dor e desconforto são avisos naturais de realimentação do cérebro e, quando atendidos, permitem que este funcione como um sistema de saúde auto suficiente. Infelizmente, a dor é freqüentemente ignorada, e aspirinas e tranqüilizantes usados em vez de repouso e relaxação. As enfermidades mais comuns hoje em dia são a depressão, ansiedade, hipertensão e obesidade. Os tratamentos: estimulantes, calmantes e álcool tomados como medicação. Não é valorizado o potencial de qualquer pessoa de harmonizar seu corpo e mente que só pode ser limitado por sua capacidade de imaginação.

Rejane Barbisan

Terapeuta

segunda-feira, novembro 19

Plutão




O inferno dos gregos, lugar subterrâneo fechado pelo rio Estige, onde as almas dos mortos privadas da luz do sol passavam uma estada melancólica. Hades, na origem, era uma divindade benfeitora, protetora das sementes, garantia de prosperidade agrícola, apelidada de Plutão (abreviação de Plutodote: “dispensador de riquezas”). Depois, transformaram-no em filho de Urano e Réia, irmão de Júpiter e Netuno. Quando seus irmãos destronaram o pai e dividiram o universo entre si, Hades recebeu o mundo subterrâneo, sua residência, que só deixou em situações especiais: quando raptou Perséfone (enquanto filha donzela de Deméter (Ceres) era chamada de Core), a qual tornou Rainha, ou para procurar Sísifo condenado por Júpiter a descer ao Tártaro. O rapto de Perséfone refere-se ao domínio dos homens sobre os mistérios da agricultura, até então praticados pelas mulheres, nos tempos primitivos. Era representado como um homem barbudo, de aspecto feroz, usando um kune, capacete que o tornava invisível.
Plutão é um deus ambivalente: é o deus da riqueza, do ouro, da fecundidade. Mas sua riqueza é invisível, sagrada e destrutiva, e todas as almas dos mortos consagram-se à sua soberania e à sua cólera. Se Júpiter reina nos céus e Netuno reina nos mares, Plutão tem seu reino no Tártaro, o império dos mortos, do Invisível. Ele pronuncia sentenças que não podem ser modificadas e seu capacete é símbolo do domínio inconsciente profundo. Plutão não era apenas o guardião dos Mortos, mas também um justiceiro: ele provoca a destruição tendo em vista a reconstrução; da energia criativa indiferenciada que se manifesta, também através da destruição, da negação.
A essência do fator astrológico plutônico é a capacidade transformadora erótica e alquímica que regula o ciclo vital sem que haja manifestações exteriores perceptíveis por parte da pessoa.
A história da subida de Plutão ao mundo exterior para raptar sua noiva Perséfone e fazer dela sua rainha, presumivelmente não houve problemas com ela, mas ele pode ter precisado dela para ser realmente rei de seu escuro domínio. Nas sociedades antigas, havia sempre uma deusa no mundo subterrâneo, assim como no mundo exterior. Psicologicamente, os instintos femininos se saem muito melhor nas regiões subterrâneas do inconsciente do que os aspectos masculinos. Plutão e Perséfone governavam juntos, exceto nos meses em que ela tinha permissão para voltar para sua mãe, Deméter.
Plutão tem espírito guerreiro, mas está incrustado no inconsciente e é libertado de forma esporádica e desajeitada nas épocas em que a pessoa está menos capaz de controlá-lo. Esta é a palavra chave para Plutão. Ele desafia o controle. Tem uma vida própria e, quando uma pessoa está envolvida num processo plutoniano, tudo o que pode fazer é esperar até que ele se resolva para que a mente racional possa novamente dominar. Plutão Trata de assuntos da vida e da morte e muitas pessoas tremem ao pensar que um trânsito de Plutão significa que há uma morte próxima. Sempre há morte de algum tipo nas proximidades, mas Plutão não trata apenas (e nem mesmo principalmente) de morte física. Normalmente há algum tipo de morte psicológica ou perda durante o trânsito de Plutão. A sensação é como a de ser sugado por um buraco negro e nada pode nos tirar desse buraco até que estejamos prontos para emergir. E qualquer que seja a experiência inicial de perda, manda-nos numa descida em espiral para as profundezas do inconsciente, onde precisamos encarar nossos demônios pessoais, nossos piores medos.
Os trânsitos de Plutão são longos e lentos. Representam períodos significativos de crescimento da alma e/ou experiências transformadoras na vida de uma pessoa.
Rejane Woltz Barbisan
Terapeuta